“Orixás” - de Josafá Neves
- 20 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 8 de fev.
Idealização e Produção: Medula Design e Incentivem Soluções Culturais
Local: Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA)
Período: De novembro de 2025 a janeiro de 2026
Atuação Colateral Comunicação: Assessoria de imprensa, Clipping e Redes Sociais

Entre 14 de novembro de 2025 e 18 de janeiro de 2026, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) recebeu a exposição “Orixás”, do artista brasiliense Josafá Neves, com curadoria de Bené Fonteles. Após passar por Brasília e São Paulo, a mostra chegou a Salvador em uma nova montagem, propondo uma imersão sensorial e simbólica nas raízes afro-brasileiras, em diálogo com o território baiano e suas tradições de matriz africana.
Inaugurada durante o Mês da Consciência Negra, a exposição reafirmou o compromisso do artista com a valorização da ancestralidade afro-brasileira e com a arte como espaço de memória, espiritualidade e resistência.
A nova montagem ocupou a Capela do Solar do Unhão, onde Josafá concebeu a instalação “Iansã”, integrada à arquitetura do espaço. No centro da capela, uma escultura da orixá foi envolta por trezentos fios vermelhos adornados com búzios, evocando os ventos, os raios e a força simbólica da divindade.
A obra teve origem na residência artística realizada por Josafá em Angola, em 2023, e ganhou novos sentidos ao ser apresentada à beira-mar de Salvador. Inspirado pelo ambiente do Solar do Unhão, o artista dedicou a instalação à orixá Iansã, reforçando a ideia de criação como gesto de encontro e oferenda entre territórios.

Com mais de 25 anos de trajetória, Josafá Neves apresentou um conjunto de obras que ofereceu uma leitura contemporânea da cosmovisão africana, conectando natureza, rituais e saberes ancestrais. Inspirado pelo legado geométrico de Rubem Valentim, o artista traduziu em pinturas e esculturas os símbolos e cores de diversos orixás cultuados no Brasil, reafirmando a potência estética e espiritual das tradições africanas na formação cultural do país.
Entre os destaques estiveram as “Cabeças de Orixás”, esculturas em cerâmica que fizeram referência ao orí, conceito iorubá ligado à cabeça como espaço sagrado do axé, princípio vital que conecta o ser humano ao divino.
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