Pequenas utopias - revistas de artistas no Brasil
- 5 de abr. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de fev.
Realização: Gabinete
Local: Caixa Cultural São Paulo
Período: De 20 de fevereiro a 31 de março de 2024
Atuação Colateral Comunicação: Assessoria de imprensa e Clipping

A CAIXA Cultural São Paulo apresentou, de 15 de dezembro a 3 de março, a exposição Pequenas utopias: revistas de artista no Brasil. Com curadoria de Amir Brito Cadôr, a mostra reuniu cerca de uma centena de revistas de artista editadas entre 1960 e 2021, produzidas de forma independente e em diferentes formatos, como artes gráficas, arte postal, arte sonora e zines. A entrada foi gratuita.
A exposição abordou a produção de revistas, jornais e outras publicações seriais por artistas a partir dos anos 1960 como uma forma de atuação artística voltada à ampliação do acesso à arte e à criação de novos circuitos de produção e circulação. Produzidas a partir de linguagens diversas, as revistas de artista surgiram em um contexto histórico em que os próprios artistas passaram a reivindicar o papel de mediadores de suas obras junto ao público.
Para o curador, Amir Brito Cadôr, essas publicações carregaram uma dimensão utópica ao defender a arte como parte do cotidiano e acessível a um público mais amplo. Segundo ele, também funcionaram como espaços de debate e visibilidade para jovens artistas que enfrentaram dificuldades de inserção na grande mídia ou optaram por não participar do sistema tradicional de galerias.
A mostra apresentou títulos fundamentais publicados em diferentes períodos e regiões do país, entre eles Artéria, Qorpo Estranho, À Margem, Comunicarte, Malasartes, Testarte, Sofá, Vírgula, Arte em São Paulo e Reticências, evidenciando a diversidade e a longevidade desse tipo de produção editorial no Brasil.

As obras foram organizadas em nove núcleos temáticos, definidos a partir das práticas artísticas veiculadas ao longo das últimas décadas, como arte postal, arte sonora, escritos de artista, ensaios gráficos, exposição portátil, poesia visual, revista montagem, revistas de uma página e zines. A divisão teve caráter didático e destacou as especificidades e a multiplicidade das publicações.
Entre os recortes apresentados, destacou-se a categoria das revistas de uma página, conceito derivado de uma exposição realizada no Cabinet du Livre d’Artiste, em Rennes, na França. Nesse contexto, a revista brasileira Comunicarte foi a única publicação nacional incluída naquele recorte internacional.
Ao longo do período expositivo, o público teve a oportunidade de conhecer um universo pouco difundido de revistas alternativas, muitas delas restritas a círculos especializados, ampliando o olhar sobre a produção editorial como campo de experimentação artística no Brasil.
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